Eu tenho aquilo que quero
por querer não ter demais
saboreio o pão da Vida
que ainda chega prós pardais!
M. J. A.
M. J. A.
M. José Almeida
mjalmeyda
MJAlmeida
M. J. Almeida
m. j. almeida
M.José Almeida
mjalmeyda
MJAlmeida
mjalmeyda
mjalmeyda
mjalmeyda
mjalmeyda
mjalmeida
mjalmeyda
mjalmeyda
mjalmeyda
mjalmeyda
mjalmeyda
mjalmeyda
mjalmeyda
mjalmeyda
Quando acordarmos
façamos desse acordar
um investimento seguro.
Mjalmeyda
mjalmeyda
Não me lembro do abraço
acolhedor
pois não fez parte de mim.
A Visão, essa abracei-a
bem fundo neste interior;
interior onde navego
nos caudais que a vida tem
feita guerreira sem armas
porque só vence o Amor
que faz a Paz acordar
tão no fundo do olhar
como uma simples flor.
A essência da Vida
é a perfeita interacção construtiva
entre todos os seres
sem esperar contrapartidas
porque essas
vêm naturalmente
sem que ninguém se aperceba.
Redonda, redondinha no beiral
medrosa e indecisa no querer
estava uma gotinha cristalina
sem saber o que havia de fazer.
Pensou e repensou por tanto tempo
sem coragem de à terra vir parar
que nem viu que o sol se aproximou
e a fez devagarinho evaporar.
numa aurora boreal
repouso feita emoção;
do Mistério do Viver
retiro o que não vejo;
lanço a alma que me impele
a deixar as minhas marcas
no papel em que versejo.
No fim do dia fica-nos a mão vazia
no fim da tarde nada fica de saudade…
O tempo foge sem a gente lhe pôr mão
só o vazio nos fica a encher o coração.
Criança
para mim não tens um dia
mas sim uma vida toda a celebrar…
Guarda a beleza que tens
e não deixes que te roubem
o teu sentir, o teu cantar…
Deixa-te crescer
ao ritmo do tempo
porque a cada hora que passa
serás diferente…
E se criares sementes de Paz
tu sentirás sempre
toda a beleza da Vida
no tempo útil
sempre presente!
Na Cadeira
descansa o sonho
e o cansaço…
É o local da lembrança
e o desejo do abraço.
Na Cadeira
nascem ideias
que nos projectam à distância
e afagam-se sorrisos
no rosto puro duma criança.
Na Cadeira
entra-se em nós
quando o vazio
nos faz tão sós.
Na Cadeira
faz-se a partilha
do pão comum
faz-se o diálogo
a irmanar o coração
de cada um.
Assim,
pela Cadeira
passa uma vida
passa um país
e o mundo inteiro
quando o sentir
e o pensar
em cada um
é verdadeiro.
A Cadeira
de tudo se faz silêncio
impossível de quebrar
por isso, há que aprender
que a Cadeira indefesa
é preciso respeitar.
Se eu mandasse no Sol
eu punha-o na tua mão
e se tivesse o Luar
ele era teu horizonte
nas noites da cor do breu.
Se eu fosse dona do Vento
ele estaria a teus pés
e se o meu reino fosse Estrelas
ladeava com elas o teu caminho.
Mas eu não tenho o Poder
nem tão pouco aquele Dom
do sempre Saber agir
no momento necessário….
Assim,
dou-te a Vida como ela é
no meu desejo profundo
de sempre te encontrares
na busca do Eu perfeito
ao longo dessa Estrada
que tu tens, só como tua.
Que posso dizer ao “verde”
quando o vejo, ao passar,
imponente e apelativo
que me fica no olhar?
Sinto que somos iguais
na terrena caminhada
onde a “esperança” preside
seja noite ou madrugada.
Bebemos do mesmo sol
e da água da nascente
até a terra é comum
pra ti “verde” e pra mim “gente”.
Foi por isso que te dei
espaço em meu coração;
aqui te presto louvor
e me faço gratidão.
Saber amar a Vida
sem quimera
é trazer em nossos braços
a Verdade;
é plantar no matagal
nossas flores
para poder olhar
um outro “olhar”
sem o julgar.
Saber amar a Vida
é discernir
no momento mais exacto
da questão;
é saber ser companhia
de nós próprios
quando a alma tem essência
do “sentir” em multidão.
Saber amar a Vida
é infinito…
porque a Vida é perpétuo
movimento
num bater constante
à nossa porta
feito certeza
que atrás, ela não volta.
Para ti
é a ave que esvoaça
nos rochedos
esculpidos pelo mar.
para ti
são os remos da barcaça
já tão gastos
pelo muito navegar.
Para ti
vai a calma sem mordaça
a dizer-te
mil versos ao luar.
Para ti
a riqueza que me enlaça
feita força
feita Paz de tanto amar.
Menino Intemporal
que persigo noite e dia,
não deixes que meu olhar
negue o sorriso da Paz
que deixaste como marca
dum Amor já tão longínquo…
que vai sendo transformado
como cada um lhe apraz.
Por favor… não durmas,
fica acordado;
quero sentir-Te ao meu lado,
e dá-me a graça divina
de amar eu ser capaz.
Tenho medo desta pressa
que não sei para onde vai
nem tão pouco donde vem.
A pressa trava o “caminho”
sufoca e desgasta a gente
e mais do que tudo ainda
pode mutilar a obra
que se desejou perfeita
no coração e na mente.
Entre o nascer e o pôr do sol
nascem as cores
que tornam a vida realidade.
A noite vai repousar no breu
que faz erguer a madrugada
como esperança que não morreu.